Apresentação

Este é um espaço de conversa sobre um projeto querido de fortalecimento de línguas, culturas e epistemes de povos tradicionais. Para começar a pensar nisso, estudei um bocado as experiências que deram certo.

Aqui no Brasil algumas comunidades se dispuseram a trabalhar em parceria, para aprendermos juntos um modo de se fortalecer mutuamente, à moda brasileira.

Chegar a esta fórmula, de trabalhar acadêmicamente em parceria com comunidades tradicionais ao mesmo tempo que fortalecemos e investimos na interlocução com tradições de conhecimento não dominantes deu um certo trabalho. Por isso resolvi compartilhar.

O melhor mesmo seria conversarmos pessoalmente tomando um cafezinho. Mas assim pode funcionar também.

De onde vem “Multilinguismo no Mundo Digital”

A noção de multilinguismo nesta publicação digital vem diretamente da mobilização realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em favor da diversidade lingüística e da dinâmica social do multilinguismo.

Em 1992, a UNESCO recebeu um relatório do Congresso Internacional de Lingüística em Quebec (1991) chamando as Nações Unidas para uma tarefa de grande urgência. O relatório aponta o perigo para o desaparecimento de dois terços das línguas do mundo em duas gerações, considerando que mais da metade das línguas do mundo já está em fase de perigo de desaparecer e não chegará ao seu destino. segunda geração. A UNESCO, em virtude desta queixa, adota a causa da salvaguarda, fortalecimento e preservação das línguas do mundo.

Em 1993, a Unesco adota seu primeiro projeto “Idiomas em perigo de desaparecer” [Endangered Languages]. Desde então, o multilinguismo mobilizou a comunicação e a informação, a cultura e a educação nessa organização para realizar projetos destinados a fortalecer e reconhecer a diversidade lingüística dos países participantes.

Em 2005, nosso grupo de trabalho temático foi formado sob a iniciativa da Dra. Claudia Wanderley da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),  juntamente com a Sra. Frances Albernaz no UNESCO Setor de Cultura – Paris, resultando no Colloquium Technologies du Langage (nesta época o grupo de pesquisa foi organizado). Esse grupo tornou-se uma rede de interação entre aproximadamente quatorze (14) instituições de ensino superior interessadas no assunto.

Em 2007, a Unicamp recebe da UNESCO a primeira Cátedra UNESCO de Multilinguismo no Mundo Digital. E desde então o trabalho sobre o multilingüismo desenvolvido na Unicamp em cooperação com essas universidades está ligado à identificação de comunidades que falam idiomas que correm o risco de desaparecer; e acompanhar seus processos de fortalecimento e revitalização linguística e cultural. No nosso caso especificamente, como ex-colônia portuguesa, o trabalho também está vinculado ao fortalecimento de uma reflexão crítica sobre as reais condições de revitalização, fortalecimento e práticas de preservação linguística no território pós-colonial brasileiro, para que seja possível refletir sobre os recursos e as dinâmicas de fortalecimento identitário (lingüístico e cultural) que são possíveis [dentro de nossa realidade pós-colonial] em parceria com a academia.

Sobre

Com formação de linguista, trabalho com filosofia temática, sistemas complexos e, respeitosamente, com gente boa.

Temos uma rede de interlocutores que começou a ser construída em 2005, que hoje já tem condições de promover uma conversa entre países de língua portuguesa. Este site é para isso.

Cada ponto vermelho no mapa mundi abaixo é uma língua viva em nosso planeta. Nós somos multilingues.

Ciência para o Bem Comum

Estudos junto com yogues

É uma questão incrível para quem trabalha com multilinguismo, multiculturalismo e interculturalidade pensar que Yoga está tão difundido hoje no Brasil, embora não haja escolas de ensino de sânscrito, nem cursos de filosofia indiana, ou mesmo cursos de filosofia oriental nas nossas universidades. Para conversar sobre isso com os logues, montei um semestre de leitura …

Contato

Entre em contato: cmwanderley @ gmail . com