liberdade para pensar

Participar da vida de um centro de pesquisas que olha para sua produção intelectual buscando as novidades é uma ideia incrível. O centro de pesquisa viabiliza a possibilidade de uma carreira que solicita que você desenvolva pesquisa inédita e interdisciplinar, a carreira de Pesquisador. É certo que se estivesse em um instituto ou em uma faculdade estaria mais próxima da linguística, que adoro.

Trabalhar intelectualmente nestas condições é um grande presente, porque nos dá a dimensão clara do risco que se corre ao pensar de maneira autônoma e articulada na direção de algo novo.

Imagino que este tipo de percepção do trabalho acadêmico, onde trabalho, se deve em parte à influência do professor Michel Debrun. O seu interesse pelos processos de auto-organização permite entender os elementos que participam das descobertas científicas e também as mudanças de paradigma na tradição acadêmica. A escrita do Debrun promove um interesse rigoroso pelo novo e pelas mudanças.

Como algo surge assim, como dizer, do nada? Como é possível que um sistema de repente ganhe novas dinâmicas, e se modifique?

Este post é para celebrar a liberdade de pensamento, de estudo e de escrita  em que vivo. Agradecer aos colegas pelas boas conversas e por acompanharem os desafios da pesquisa com a sobriedade e a loucura que a filosofia permite.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *